terça-feira, 27 de maio de 2025

Homem é preso por maus-tratos a animais em propriedade rural de Machado (MG)



Um homem de 33 anos foi preso em flagrante nesta segunda-feira (26), suspeito de praticar maus-tratos contra animais em uma fazenda localizada na zona rural de Machado, no Sul de Minas Gerais.

De acordo com informações da Polícia Civil, a operação teve início após a corporação receber uma denúncia anônima, apontando que diversos animais estariam sendo mantidos em condições precárias em uma propriedade rural. A veracidade das informações foi confirmada durante uma vistoria realizada com o apoio da equipe de zoonoses da prefeitura.

No local, os agentes encontraram uma situação alarmante: dois filhotes de cachorro, um cão adulto de pelo longo, uma cadela com quatro filhotes recém-nascidos e uma maritaca confinada em uma gaiola estavam sem qualquer acesso a água ou alimentação. Todos apresentavam sinais de abandono e descuido.

Segundo o delegado Pablo Pereira, responsável pela investigação, o tutor dos animais reconheceu que não havia providenciado ração ou água para os bichos no momento da visita, além de não possuir licença para manter a ave silvestre em cativeiro. Questionado sobre o paradeiro de outros filhotes da mesma cadela, o homem também não soube dar explicações convincentes.

Diante das evidências, o suspeito foi autuado por maus-tratos a animais domésticos e por manter ilegalmente um animal silvestre em cativeiro, sendo imediatamente conduzido ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

Os animais foram resgatados e levados para avaliação veterinária. As autoridades informaram que as investigações seguem em andamento para apurar a possibilidade de outras ocorrências semelhantes na região.

Polícia investiga vereador que colocou laxante na água de colega durante sessão em Santa Rita do Sapucaí



A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar um caso inusitado, porém sério, ocorrido na Câmara Municipal de Santa Rita do Sapucaí (MG). Um vereador confessou publicamente ter adicionado laxante à água consumida por outro parlamentar durante uma sessão legislativa.

Segundo a Polícia, a investigação vai apurar possível crime previsto no artigo 132 do Código Penal Brasileiro — exposição da vida ou da saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente. Esse dispositivo legal se aplica mesmo quando não há lesão física, desde que o risco envolvido seja real e imediato, como no caso de uma substância desconhecida sendo oferecida para consumo. A pena para esse tipo de crime pode variar de três meses a um ano de detenção, podendo ser ampliada caso se configure uma infração mais grave.

Um dos vereadores que ingeriu a água contaminada já prestou depoimento. Os demais envolvidos, incluindo o autor da ação, serão ouvidos nos próximos dias. A amostra da água foi entregue à delegacia nesta segunda-feira (26) e será encaminhada para análise pericial, que deve confirmar qual substância foi colocada no recipiente.

Confissão nas redes sociais

A polêmica ganhou ainda mais repercussão após o próprio autor da ação, o vereador Carlos Roberto Dias (União Brasil), conhecido como "Gato", publicar um vídeo nas redes sociais admitindo o ato. No registro de quase cinco minutos, ele conta que colocou a substância com a intenção de tirar o colega Benedito Raimundo Ribeiro (PL), o "Dito", da sessão.

“Eu queria tirar esse rapaz da reunião, parar de me encher o saco. Pinguei um pouco de laxante na água dele, pra ver se dava uma dor de barriga e ele saía um pouco da reunião", afirmou Carlos no vídeo. Em seguida, declarou que se tratava de uma "brincadeira" e pediu desculpas. “Não fiz por maldade, foi uma brincadeira com você. Peço desculpas pelo que fiz.”

O vereador ainda relatou no vídeo que tem desentendimentos antigos com Benedito e sugeriu que o colega também lhe peça desculpas.

Repercussão

O caso causou forte repercussão na cidade e provocou reações nas redes sociais e entre os moradores. A presidência da Câmara ainda não se manifestou oficialmente sobre possíveis sanções administrativas ou éticas ao parlamentar.

A Polícia Civil segue com a apuração para esclarecer todos os detalhes do caso e avaliar as responsabilidades legais dos envolvidos.

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